sexta-feira, 10 de maio de 2013

Quando o leite se torna um inimigo


Um dos assuntos mais comentados essa semana é o leite. Descoberta uma fraude que envolvia o processo de produção, esse alimento fundamental para alimentação de alguns, e um grande inimigo de outros. Mas até que ponto o leite é necessário, e para aqueles que têm rejeição ou alergia a ele e seus derivados, como é a alimentação, o processo de adaptação, sendo que boa parte do que consumimos possui lactose? E o que é verdade e mito sobre ele?Surge uma questão polêmica e divisora de águas.

A Nutricionista Cristina Zambarda fala sobre a intolerância à lactose, sintomas e cuidados que os pacientes devem tomar para que esse quadro se agrave. “Intolerância à lactose ocorre quando o intestino delgado não produz enzima lactase suficiente, ou seja, não quebra a lactose, impedindo que o organismo absorva os nutrientes do leite”, explica ela.
A nutricionista explica que quando criança, podemos desenvolver algum tipo de alergia ao leite e seus derivados, por não produzirmos a lactase, mas no decorrer da vida, a produção dessa enzima pode diminuir ou não produzir mais agravando o caso até se tornar intolerante à lactose. “Os graus de intolerância são classificados em leve, moderado e grave, sendo que o grave é quando o paciente não pode consumir nenhum derivado do leite”.
Combater a intolerância não há como, o que pode ser feito nos casos menos graves, é o uso de medicação para que a pessoa consiga consumir, moderadas quantidades de derivados do leite sem que sofram efeitos colaterais. Os principais sintomas são dores abdominais, dores de cabeça, vômitos, diarreias e náuseas entre outros variando o caso.
E Cristina afirma que são cada vez mais frequentes os casos de intolerantes, pois muitos pensam que os sintomas são apenas indisposições digestivas e não buscam tratamento, até que o médico indique um tratamento onde sejam retirados os alimentos contendo lactose e sejam feitos exames, muitas pessoas convivem com esse problema sem saber. “O diagnóstico é a melhor solução”, conclui ela.

Problema que surgiu na infância


Foto: Divulgação
O que fazer quando um dos principais alimentos presente em nossa alimentação causa reações adversas, e como saber o que realmente pode e não se pode dar a uma criança de dois meses de vida? Foi o questionamento que a mãe da estudante Juliana Fritsch precisou adaptar quando soube que a filha possuía alergia à proteínas do leite, diferente de ser intolerante à lactose.
Juliana conta que aos dois meses de vida, sua mãe começou à alimentá-la com leite em pó, pois com outro tipo de leite ela não ia aos pés e chorava por causa das cólicas, mas com o passar do tempo esses sintomas se agravaram, “Pela falta de conhecimento, eu ingeria leite todas as manhãs antes de ir para a escola, até que fui ao médico onde  ele detectou que eu estava com gastrite e refluxo gástrico” relata ela.
No caso de Juliana, não há medicação, por se tratar de uma alergia, ela precisa apenas manter-se longe de produtos derivados do leite. Às vezes, ela abre exceções ingerindo quantidades razoáveis desses alimentos, mas sabe que alguns minutos depois passará mal. Consumir alimentos leves, livres de lactose ou quantidades moderadas, essa é a realidade de Juliana, que hoje aprendeu à dosar e conhece bem suas limitações.




Voltar ao texto principal
Processo de adaptação

Processo de adaptação



Alguns casos de intolerância ou alergia à lactose que são descobertos depois de adultos, o que é mais complicado, pois você alimenta-se normalmente por muito tempo, até que um dia descobre que seu organismo não aceita mais qualquer tipo de alimento derivado do leite. Esses foram os casos de dois jovens, Bruno Labres e Stella Ferrari, que após algumas complicações de saúde, descobriram ter desenvolvido intolerância à lactose.
Foto Jonatan Trindade
O estudante Bruno Labres descobriu o problema em 2009, após sentir-se mal, com sintomas próprio de uma simples indisposição, porém após vários exames, inclusive dermatológicos pois haviam suspeitas de alergia à outros tipos de alimentos, foi constatado intolerância à lactose. Bruno conta que na família não há nenhum caso da doença, e que no começo, o processo de adaptação é difícil, mas com o tempo, passou á conhecer e saber o que ele pode ou não comer. 'É muito mais fácil adaptar-se à uma alimentação, do que sofrer os transtornos que ela oferece", conclui ele.
A auxiliar administrativa Stella Ferrari descobriu o problema em 2011, quando todos os alimentos que ingeria faziam mal, até que foi para o hospital desnutrida e com princípio de anorexia. Stella relata que o iogurte foi o desencadeador do problema e hoje ela evita tomar para não causar mais transtornos. Stella morava no interior e afirma que o leite em si ela não tinha por hábito de consumir, mas seus derivados sim, e o processo de adaptação foi difícil no inicio." Procuro cuidar a quantidade de lactose ingerida, mas nem sempre é  possível, às vezes descuidos acontecem", diz ela.

Voltar ao texto principal
Problema que surgiu na infância