sexta-feira, 7 de junho de 2013

A criança nas mídias

Caroline Pilger apresentando sua tese
Foto: Paola Salles
O quanto à mídia influencia em nossas vidas? E quem é mais sugestionável, os adultos ou as crianças? Foi com a temática, criança, consumo e mídia, que a mestranda Caroline Roveda Pilger apresentou sua tese sobre “A criança nas Páginas do Jornal: um estudo sobre consumo, jornalismo  e cultura infantil.” É um assunto delicado, que divide opiniões e requer atenção, pois alguns não percebem estar sendo influenciados pela mídia. Há várias matérias e vem crescendo os estudos sobre o tema criança e consumo, e com esse olhar crítico, que a mestranda decidiu dedicar-se à pesquisa.
Caroline conta que o assunto foi seu trabalho de conclusão da graduação, e que decidiu aprofundar-se agora durante o mestrado. Ela afirma que “consumo está atrelado á criança de uma forma muito significativa, pois crianças são suscetíveis, e com a facilidade do acesso às mídias”, e percebendo esses aspectos, ela desenvolveu o interesse pelo tema infância, consumo e jornalismo, sendo que a publicidade trata a criança de uma forma, mas ela queria ver pelo lado jornalístico a forma de tratamento.
“Há formas diferentes de tratamento da mídia em relação à criança, num momento de uma forma adulta e esperta, e em outro momento, de forma inocente”. Segundo Caroline, há várias infâncias retratadas pelas mídias, e que devemos ter o cuidado ao falar do assunto, para não se tornar algo banal, pois nós jornalistas temos um enorme responsabilidade social. Ela ainda faz uma observação “Na Idade média, as crianças eram tratadas como mini adultos, pois não existia um cuidado com a infância, e hoje isso volta à acontecer, porém há o cuidado com ela”. Mas fica uma dúvida, as crianças de hoje, realmente são mais maduras ou mais informadas, será que elas apenas repetem atitudes que veem e ouvem ou elas entendem mesmo tudo isso? Fica a reflexão.

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